Hoje a noite foi de vinho chileno, Odair José, Chico + Elza e Dylan. Não necessariamente nesta ordem, mas numa desordem que ordenou a cabeça agitada do dia burocrático. Algo como o poema do Poe, um corvo:"Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais."
Uma noite em casa, sem visita, só com o som, tem seu valor. E assim foi a sexta tão esperada, que já virou sábado, que logo vai virar domingo e que..enfim, virá. Dirá a lua maravilhosa, que também já está se esvaindo como o chileno na taça, como o Bob na vitrola velha e sua agulha gasta. Noite solo, com um banquinho e um vinho. Tudo de bom pra mim e meus botões, que há muito reclamavam atenção, assim como esse mofado blog, coitado, que só me vê de quando em muito.
Então tá. Secou a taça, o vinil chegou na última faixa e a lua se foi, entao, me vou também.
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